Publicado por: bulimundo | Setembro 14, 2009

COM PAPAS E BOLOS SE QUEREM ENGANAR OS TOLOS…A 27 DE SETEMBRO SE NÃO QUISERES SER ENGANADO OUTRA VEZ NÃO VOTES PS…..

IN JORNAL i

Maria de Lurdes Rodrigues nunca mais. Se o PS ganhar as eleições, Sócrates não reconduzirá a ministra que funcionou como o seu alter-ego na reforma da educação, que o primeiro-ministro desde o início definiu como prioritária (“determinação”, “não ceder às corporações”, “rumo”, “convicção”, etc.).

Como todo o processo está a ser cobrado com juros altos e fez o PS alienar grande parte da influente classe dos professores, resta agora a Sócrates tentar sugerir, no sprint final, que um voto no PS não é um voto em Maria de Lurdes. Ao que o i sabe, a ministra da Educação não está ofendida com o despedimento: perfeitamente consciente dos estilhaços políticos que o seu mandato provocou, também não tem qualquer desejo de vir a ser reconduzida. Ocupa-se agora em “terminar o mandato como dignidade”: assegurar que o ano lectivo começa sem sobressaltos.

O fim da era Maria de Lurdes Rodrigues, anunciado antes do arranque oficial da campanha, foi avançado durante o debate com Manuela Ferreira Leite com meias palavras: “Novo governo, novos ministros”. Quando saiu do estúdio, José Sócrates foi mais longe: “em todas as pastas haverá novos ministros”, declarou o secretário-geral do PS, abrindo a porta à interpretação de total “limpeza de balneário”.

Não, não era assim. O dia de ontem acabou por ser marcado por esclarecimentos do gabinete e do próprio secretário-geral do PS: se for convidado para formar governo, alguns podem ficar. Teixeira dos Santos, por exemplo, mas também Vieira da Silva ou Pedro Silva Pereira, lugares-tenentes de Sócrates. Outros ministros, como Mário Lino e Luís Amado, já anunciaram não fazer tenções de integrar um próximo governo, mesmo que o PS ganhe as eleições.

Ontem, em Arronches, Sócrates fez recuar a ideia de “mudança total”. “Não há garantias que seja primeiro-ministro. Vamos primeiro deixar os portugueses votarem e depois haverá um novo Governo, com um novo primeiro-ministro e com novos ministros. Um Governo é sempre um governo novo”. O caso Maria de Lurdes presta-se a embrulhadas destas: como a delicadeza relativamente a uma ministra ainda em funções impedem o primeiro-ministro de assumir a não-recondução preto no branco, José Sócrates opta por formulações difusas. Mas atenção à frase do dia de ontem: “não há garantias que seja primeiro-ministro”. Se à primeira vista se trata de uma sentença ao estilo “óbvio ululante”, o assumir o risco da derrota, nem sempre habitual nos candidatos em campanha, está inscrita na estratégia de dramatização do PS para apelar o voto útil. O empate técnico das sondagens talvez seja favorável, ao contrário dos números vitoriosos dos estudos de opinião das europeias, que poderão ter espantado eleitores anti-PSD da mesa de voto.

Manuel Alegre, o socialista que se recusou a integrar as listas e protagonizou a mais activa oposição dentro do PS ao governo Sócrates, não consegue identificar um claro vencedor do debate. Contactado pelo i, Alegre respondeu assim: “Foi um debate interessante e intenso, mas tenho muita dificuldade em dizer quem ganhou.” Para Alegre, a questão não é tanto a de saber quem ganha ou perde o debate, mas a de saber quem convenceu os indecisos. Apesar da dificuldade em enunciar um vencedor, o histórico socialista afirma que Sócrates “esteve bastante bem politicamente.” Sobre a deixa da líder do PSD em relação a não gostar de espanhóis na política portuguesa, Alegre considerou-a uma “frase infeliz”: “Num espaço comum que é o espaço europeu não podemos ver as coisas dessa maneira.”

A promessa de desalojar Maria de Lurdes Rodrigues da Av. 5 de Outubro é um das melhores notícias que os professores receberam em quatro anos. Mas não chega, e exigem uma nova política. “É evidente que é a ministra mais contestada, que mais piorou a situação política do governo. Mas, mais do que a intenção de mudar de ministra, o importante é mudar de política. E isso José Sócrates não disse “, refere Carlos Chagas, da Fnei Sindep (Sindicato Nacional e Democrático dos Professores). Os professores não gostam do estilo da ministra e não acreditam que possa mudar – “se não foi capaz de mudar neste tempo, nem com a maior manifestação de sempre, não seria agora”. Mas, como lembra ao i Mário Nogueira da Fenprof (Federação Nacional dos Professores), não basta mudar de ministro se for para ficar tudo na mesma, “como aconteceu com a Saúde”. “Não pense o primeiro-ministro que os professores se vão esquecer de todos os ataques só porque a três semanas de eleições admitiu ter sido indelicado e a duas semanas disse que ia mudar de ministra. É muito pouco”, refere o sindicalista


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