Publicado por: bulimundo | Janeiro 30, 2010

Idade da reforma sobe para os 67 anos em Espanha…VIVA A GERIATRIA…!.

IN PÚBLICO DE 30 DE Janeiro DE 2010

Dois meses após o Parlamento ter aprovado o Orçamento do Estado, o Governo espanhol apresentou ontem um programa de cortes de 50 mil milhões de euros até 2013 para combater o défice que, no ano passado, foi de 11,4 por cento, dois pontos acima do previsto antes do Verão (9,5). O executivo de Rodriguez Zapatero também propõe aos parceiros sociais o aumento da idade de reforma, dos actuais 65 anos para os 67 em 2025.

Apresentado ontem em Madrid, o plano de austeridade já fora anunciado na quinta-feira, em Davos, na Suíça, pelo presidente do Governo. No Fórum Económico Mundial, Zapatero quis tranquilizar os mercados, depois de em Dezembro Standard & Poor”s ter baixado o rating espanhol. Zapatero garantiu que, em 2013, a Espanha terá um défice até aos três pontos estabelecidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Aliás, as autoridades espanholas preparam um road show junto de investidores estrangeiros, cuja primeira paragem é a 8 de Fevereiro, em Londres.

Do corte de 50 mil milhões de euros, 40 mil milhões correspondem à administração geral do Estado. A ministra da Economia, Elena Salgado, referiu que também haverá cortes nos investimentos. Até 1 de Março, todos os ministérios apresentarão os seus planos de austeridade, embora já esteja decidida uma diminuição da oferta de emprego público.

O Governo vai propor, ainda, o aumento da idade da reforma para os 67 anos em 2025, num processo que começará em 2013. Esta medida não foi negociada com os parceiros sociais e é justificada pela demografia: nos últimos 35 anos, o tempo de reforma triplicou, passando de cinco anos, em 1975, para os 15 actuais.

Só o patronato aderiu à iniciativa. “O elevado défice e o aumento exponencial da dívida pública tornam imprescindível fazer todos os esforços”, disse a Confederação Espanhola de Organizações Empresariais. “Pensava que tinha convencido Zapatero do contrário”, comentou Ignácio Toxo, presidente das Comissões Operárias. “Não estamos de acordo, trata-se de uma medida para contentar os mercados financeiros”, criticou Cândido Mendez, líder da UGT. Os dirigentes sindicais crêem que a iniciativa não passará no Parlamento, onde os socialistas têm maioria relativa.

O Partido Popular criticou o Governo. “Zapatero perdeu o controlo quando corta um orçamento com poucos dias de vida e a reforma das pensões é um ataque aos direitos dos espanhóis”, disse o dirigente Cristóbal Montoro.


Responses

  1. Uma vergonha! Sucialistas de Sodoma!


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