Publicado por: bulimundo | Outubro 18, 2010

OLHA …NÃO DEVEM TER FEITO A CORRELAÇÃO DE MUITO MENOS DINHEIRO IGUAL A SALÁRIOS DE MISÉRIA …LOGO O PRODUTO DESSA CONTA – TÃO SIMPLES DE FAZER – SÓ PODE SER A FOME A AUMENTAR…É O QUE DÁ TIRAR CURSOS DE FINANÇAS POR FAX…!Há cada vez mais gente sem dinheiro para comer..

Há cada vez mais gente sem dinheiro para comer

Pobreza vai agravar-se com os cortes nos apoios e aumento dos impostos

18 Outubro 2010

HELENA NORTE in Jornal de Noticias

Se 2010 não está a ser fácil, 2011 vai ser bem pior. Com os cortes nos apoios sociais, aumento dos impostos e crescimento do desemprego, a pobreza e as carências alimentares vão agravar-se. As instituições que trabalham no terreno traçam um cenário muito negro.

“Estamos no início de um ciclo muito negativo. Acredito que 2011 vai ser muito pior”, considera Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas e antigo responsável da Comissão Nacional de Luta contra Pobreza.

“A pobreza em Portugal não é conjuntural. Há 20 anos, a taxa de pobreza já atingia 20% da população portuguesa. Entretanto, gastaram-se centenas de milhões de euros em nome dos pobres e o problema persiste”, critica.

“As pessoas mais carenciadas vão passar um mau bocado, com os cortes nos apoios sociais e o aumento dos impostos em bens de primeira necessidade, como a alimentação. Veja-se o exemplo das conservas em que o IVA sobe de 13% para 23%”, aponta a presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares, Isabel Jonet.

“A classe média baixa e os pobres são os mais penalizados pelas medidas de austeridade”, considera o presidente Cáritas. Eugénio Fonseca diz não ter dúvidas de que “os tempos que aí vêm serão ainda mais difíceis” e acrescenta: “Ainda não sabemos que alterações o Orçamento de Estado poderá sofrer, mas não vão ser certamente para melhorar a vida de quem já está a sofrer as consequências do Programa de Estabilidade e Crescimento”.

Crianças subalimentadas

“A fome em Portugal não é como em África ou outros países em desenvolvimento, mas existem graves carências alimentares. Há uma correlação entre crise económica e o aumento da obesidade porque os alimentos gordos, muito calóricos e pouco saudáveis são mais consumidos”, explica João Fernandes, director executivo da Oikos.

O aumento dos défices alimentares da população são atestados por diversas fontes. A organização Empresários pela Inclusão Social concluiu, junto de um conjunto alunos que acompanha, que 12% vão para escola sem nada no estômago.

Incapacidade de gerir a vida

Manuel Lemos diz que, em muitas creches, já é habitual reforçar-se o lanche à sexta-feira e o almoço à segunda, porque durante o fim-de-semana há muitas crianças mal alimentadas. Eugénio Fonseca sublinha que “há um grande número de famílias dependente das instituições de solidariedade social para terem uma refeição diária em condições.”

O problema da fome, ou da deficiente nutrição, radica não apenas na falta de recursos económicos para comprar alimentos de qualidade, mas também na dificuldade de “estabelecer prioridades”, na opinião de Isabel Jonet. Manuel Lemos corrobora: “A pobreza é principalmente a incapacidade de gerir recursos”.


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