Publicado por: bulimundo | Dezembro 22, 2016

Mudança……E sempre assim, sem parar, sempre assim, sempre a mudança. .

Ao deitar, Carlos reviu a sua trágica insegurança, o constante logro dos homens. Ali, do alto da rampa vencida pela humanidade, ouvia o rumor das lutas, a glória dos triunfos, os arrancos dos sonhos na agonia. Que era a verdade? Pedro declarava que cada época forjava a sua e que nos restos das muitas verdades se endurecia a do tempo novo. Dispunha em esquadrões as forças para o combate. Entre as lanças vencedoras criava um novo inimigo. Pegava fogo a outra luta, e sabia já que o destino do mundo seriam sempre vários caminhos fechando para um, um caminho abrindo para muitos. E sempre assim, sem parar, sempre assim, sempre a mudança. Que fazer do anseio humano? Se eu luto, é para um fim. O que fizer será um meio para atingi-lo. Mas trepado ao fim, eu descobrirei nela apenas um «meio» para atingir «outro fim», que será por sua vez apenas um «meio» e assim ao infinito. Quando apontássemos à idade de ouro, a meta seria um sinal de morte. Mas a minha coragem só chega até ao FIM. Ao único.

Virgílio Ferreira

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