Desde quando é que se tornou digno de louvor o facto de alguém possuir uma natureza de escravo? Depois de todos os símbolos do poder terem desaparecido, já não tinhas qualquer razão para obedecer, mas continuaste a fazê-lo. Que força misteriosa te impelia a obedecer às ordens de pessoas tão desgraçadas como tu, tão nuas e miseráveis como tu? Eras demasiado cobarde para tentares fazer como os outros, para experimentares dizer uma vez que fosse ao capitão: vai buscar lenha, preciso de me aquecer à fogueira. Não, tinhas descoberto uma outra solução; enquanto estavas ainda saciado, calculavas friamente que chegaria a hora em que a tua fome seria maior do que a dos outros todos. E então pensavas: em breve ficarei faminto, tornar-me-ei selvagem e sem escrúpulos, revoltar-me-ei, não abertamente, mas de modo dissimulado, contra estes terroristas. Com a cabeça fria, fazias projectos sobre a maneira como utilizarias a tua embriaguez, e é isso que é desprezível. Para que serve o desejo de revolta se te recusas a revoltar-te quando estás saciado?

Stig Dagerman,

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 8, 2010

SUGESTÃO DE LEITURA…OS HOMENS DO FUHRER… DE FERRAN GALLEGO…

TITULO SUGESTIVO E DE POSSÍVEL ADAPTAÇÃO  NACIONAL NO MOMENTO PRESENTE….DIGO EU…

IN  JORNAL NOTÍCIAS DA MADEIRA….

‘Os Homens do Führer’

Historiador catalão aborda o nacional-socialismo através das “vidas concretas” dos homens mais próximos de Hitler

Entender o fenómeno do nacional-socialismo através das experiências vitais de doze destacadas personagens do regime de Hitler é o objectivo do livro ‘Os Homens do Führer’ do historiador catalão Ferran Gallego, 56 anos, editado em Portugal pela Esfera dos Livros.

As 524 páginas iniciam-se com a interrogação do escritor Thomas Mann durante uma palestra em outono de 1930 na sala Beethoven, Berlim. O que é que o nazismo tem a ver com a Alemanha?, perguntava ao auditório o Nobel da literatura, quando o Partido Nacional-Socialista já ameaçava a república de Weimar.

Para Gallego, este era um partido nazi “congruente”, a afirmar-se num contexto de crise da sociedade liberal e da civilização europeia pós I Guerra Mundial. Um fenómeno complexo, heterogéneo, plural e que, por isso, conseguiu mobilizar milhões de seres humanos e se inseriu na modernidade.

“Essa complexidade permite abandonar a ideia de um grupo de loucos, de seres patológicos que tomaram o poder. A forma de modernidade escolhida pelo nazismo é uma patologia, mas os indivíduos são totalmente sãos”, referiu Ferran Gallego em entrevista à Lusa.

Autor de diversos ensaios sobre a questão do fascismo na Europa, optou por se concentrar nas “vidas concretas” de uma geração muito particular. “Quando começam a militar são pessoas com 20 e poucos anos… Himmler tinha 23 anos quando ocorreu o putsh de Munique, 33 anos quando o nazismo chegou ao poder e 45 anos quando se suicidou”, sublinha.

‘Os Homens do Führer’ é um detalhado percurso sobre os valores destes futuros dirigentes que nasceram na passagem para um século XX onde se formaram como indivíduos e se confrontaram com uma sociedade “que tinha perdido os critérios morais”, no rescaldo de um brutal conflito no qual onze milhões de europeus morreram nas trincheiras.

“A morte tornou-se um episódio quotidiano, a violência banalizou-se. A ideia que hoje podemos ter de violência política não é a ideia que podia ter uma pessoa em 1925. Porque quem vem de uma trincheira tem uma imagem da violência muito diferente”, afirma Ferran Gallego.

Homens que protagonizam um “exercício de depuração”, de “amputação, de “cura radical”, de “purga social” destinada a recuperar uma pátria que pudesse voltar a ser reconhecida, com energia e vida. E o nazismo será o veículo para preservar essa ideia, face aos poderosos Partido Social-Democrata e ao Partido Comunista.

Na perspetiva do professor da Universidade Autónoma de Barcelona, a falência do projeto liberal na Alemanha será determinante para a emergência de um sistema onde a integração da população passa a ser feita através da exclusão. Um novo nacionalismo que já não se baseia no otimismo da Revolução Francesa “mas antes no pessimismo de uma sociedade fracturada que pretendia recuperar uma nação que se tinha perdido”.

Em 1930, Thomas Mann já temia este novo fenómeno. A sua preocupação sobre o destino da Alemanha era também o grito de desespero pela perda de identidade da burguesia alemã, uma classe que tinha fundado o liberalismo, pregado a tolerância e erguido a Alemanha como uma nação de cultura. Revoltado, Mann acusava os nazis de apenas oferecerem “uma orgia de emoções anti-racionalistas”.

Mais que responder a uma pergunta, o escritor alemão denunciava um propósito: “Para Thomas Mann, os nazis em vez de oferecerem patriotismo ofereciam um tribalismo, uma espécie de ritual de sacrifício”. O alerta ecoou na noite de 17 de outubro de 1930 em Berlim. Mas já era demasiado tarde.

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 8, 2010

A Nossa Vida é Estilhaçada pelo Pormenor….


Vivemos mesquinhamente, quais formigas, ainda que a fábula nos relate que há muito tempo atrás fomos transformados em homens; como os pigmeus lutamos com gruas; e é erro sobre erro, remendo sobre remendo, e a nossa melhor virtude decorre de uma miséria supérflua e evitável. A nossa vida é estilhaçada pelo pormenor.
Um homem honesto dificilmente precisa de contar para além dos seus dez dedos das mãos, acrescentando, em caso extremo, os seus dez dedos dos pés, e o resto que se amontoe. Simplicidade, simplicidade, simplicidade! Digo: ocupai-vos de dois ou três afazeres, e não de cem ou mil; contai meia dúzia em vez de um milhão e tomai nota das receitas e despesas na ponta do polegar. A meio do agitado mar da vida civilizada, tantas são as nuvens, as tempestades, as areias movediças, tantos são os mil e um imprevistos a ser levados em conta, que para não se afundar, para não ir a pique antes de chegar ao porto, um homem tem de ser um grande calculista para lograr êxito.
Simplificar, simplificar, simplificar. Em vez de três refeições por dia, se preciso for, comer apenas uma; em vez de cem pratos, cinco; e reduzir proporcionalmente as outras coisas.

Henry David Thoreau

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 8, 2010

BOA SEMANA …..Cat Power: The Greatest….

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 7, 2010

QUINO CARTOON….LÀ COMO CÀ…….

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 7, 2010

CINEBULIMUNDA…TUDO PODE DAR CERTO (WHATEVER WORKS)..

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 7, 2010

FOTOS DE Willy Ronis-contemporâneo de Bresson….

Mandar-lhe-ei o meu retrato. Quer? Mas até lá, e para prevenir a hipótese do meu rosto a enganar, vou descrever-lhe desde já o meu péssimo carácter: sou triste, imensamente triste, duma tristeza amarga e doentia que a mim própria me faz rir às vezes. É só disto que eu rio, e aqui tem já V. Ex.a no meu carácter uma sombra negra, enorme, medonha: a hipocrisia!… Porque eu pareço alegre e toda a gente gaba a minha… alegria! Estou já a vê-la, num gestozinho de enfado, amarrotar, irritada, a minha carta, com um vago sentimento de arrependimento por querer conhecer uma criatura assim tão mal dotada. Mas ainda este é o primeiro defeito; o segun­do, e para o mundo virtuoso e prático é simplesmente horrível, é o sonhar, sonhar muito, olhar muito além, para longe de todos os que cantam, os que falam, os que riem!… Tenho dias em que todas as pessoas me dão a impressão de pequeni­nas figuras de papel sem expressão, sem vida. Estou falando a V. Ex.a com o coração nas mãos, com a franqueza com que não falo a ninguém. Até estou admirada de mim própria; mas não admira talvez este feitio pouco comunicativo, em vista de não ter conhecido ninguém culto e sincero e amigo a quem eu pudesse ter falado assim um dia. Mãe já a não tenho há muito; tenho 22 anos e não me recordo nem da cor dos seus cabelos; irmãs nunca tive, e amigas tenho as que toda a gente tem. Amigas… conhecidas, por outra, tenho muitas, princi­palmente nesse meio de luxo e opulência em que a principal felicidade consiste num chapéu ou num vestido da moda. Eu não as entendo, nem elas a mim me entendem, e eu não sei se serão elas ou eu a razão, neste mundo em que cada um vive para si. Eu sou refractária a todas as altas questões de elegân­cia, e se um vestido ou um chapéu me encanta é apenas pela porção de arte que eles podem conter, e nada mais. Já vê V. Ex.a que, se esta maneira de sentir não é bem um defeito, é ao menos uma feição desagradável do meu carácter.

Florbela Espanca,

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 7, 2010

A PARÁBOLA DO SÒCRATES…..

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 6, 2010

Passe Vite..short film…

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 6, 2010

A Liberdade e a Justiça…


A revolução do século XX separou arbitrariamente, para fins desmesurados de conquista, duas noções inseparáveis. A liberdade absoluta mete a justiça a ridículo. A justiça absoluta nega a liberdade. Para serem fecundas, as duas noções devem descobrir os seus limites uma dentro da outra. Nenhum homem considera livre a sua condição se ela não for ao mesmo tempo justa, nem justa se não for livre. Precisamente, não pode conceber-se a liberdade sem o poder de clarificar o justo e o injusto, de reivindicar todo o ser em nome de uma parcela de ser que se recusa a extinguir-se. Finalmente, tem de haver uma justiça, embora bem diferente, para se restaurar a liberdade, único valor imperecível da história. Os homens só morrem bem quando o fizeram pela liberdade: pois, nessa altura, não acreditavam que morressem por completo.

Albert Camus,

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 6, 2010

Tori Amos – Winter….

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 6, 2010

Vivemos definitivamente numa república das bananas….

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 6, 2010

DE TÃO ACTUAL O TEXTO DESTA RÁBULA DIZ TUDO ….

Politicamente falando, não há mais do que um princípio – a soberania do homem sobre si mesmo. Essa soberania de mim e sobre mim chama-se Liberdade. Onde duas ou mais destas soberanias se associam principia o Estado. Nesta asssociação, porém, não se dá abdicação de qualidade nenhuma. Cada soberania concede certa quantidade de si mesma para formar o direito comum, quantidade que não é maior para uns do que para os outros. Esta identidade de concessão que cada um faz a todos chama-se Igualdade. O direito comum não é mais do que a protecção de todos dividida pelo direito de cada um. Esta protecção de todos sobre cada um chama-se Fraternidade. O ponto de intersecção de todas estas soberanias que se agregam chama-se Sociedade. Ora, sendo essa intersecção uma junção, por consequência esse ponto é um nó. Daqui vem o que nós chamamos laço social. Dizem alguns «contrato social», o que vem a ser o mesmo, visto que a palavra contrato é etimologicamanete formada com a ideia de laço. Vejamos agora o que é a igualdade, pois se a liberdade é o cume, a igualdade é a base. A igualdade, cidadãos, não é o nivelamento de toda a vegetação; uma sociedade de grandes cânulas de erva e pequenos carvalhos; um tecido de invejas; é, civilmente, a admissão de todas as aptidões; politicamente, o mesmo peso para todos os votos.

Victor Hugo, in ‘Os Miseráveis’

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 4, 2010

Louvor do Esquecimento…..

Bom é o esquecimento.
Senão como é que
O filho deixaria a mãe que o amamentou?
Que lhe deu a força dos membros e
O retém para os experimentar.

Ou como havia o discípulo de abandonar o mestre
Que lhe deu o saber?
Quando o saber está dado
O discípulo tem de se pôr a caminho.

Na velha casa
Entram os novos moradores.
Se os que a construíram ainda lá estivessem
A casa seria pequena de mais.

O fogão aquece. O oleiro que o fez
Já ninguém o conhece. O lavrador
Não reconhece a broa de pão.

Como se levantaria, sem o esquecimento
Da noite que apaga os rastos, o homem de manhã?
Como é que o que foi espancado seis vezes
Se ergueria do chão à sétima
Pra lavrar o pedregal, pra voar
Ao céu perigoso?

A fraqueza da memória dá
Fortaleza aos homens.

Bertold Brecht,

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 4, 2010

PLACEBO – For What It’s Worth….

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 3, 2010

Prefab Sprout: Earth The Story So Far……

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 3, 2010

Radiohead – All I Need ….

A paciência dos povos é a manjedoura dos tiranos….

E. Marchi

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 2, 2010

Prefab Sprout – Ride.mpg..BOA NOITE..ESTA É PARA TI PAULO…

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 2, 2010

A Sabedoria e a Alegria….


Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses. Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores. Toda a gente, repito, tende para um objectivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfação das ambições, na multidão assídua dos clientes; outros, na posse de uma amante; outros, enfim, na inútil vanglória dos estudos liberais e de um culto improfícuo das letras. Toda esta gente se deixa iludir pelo que não passa de falaccioso e breve contentamento, tal como a embriaguez, que paga pela louca satisfação de um momento o tédio de horas infindáveis, tal como os aplausos de uma multidão entusiasmada – aplausos que se ganham e se pagam à custa de enormes angústias! Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável. A alma do sábio é semelhante à do mundo supralunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.

Séneca,

Publicado por: bulimunda | Fevereiro 2, 2010

Black Box Recorder – England Made Me…

Mário Crespo

O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa

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