Publicado por: bulimundo | Maio 27, 2015

Subir..subir..subir…

O difícil não é subir, mas, ao subir, continuarmos a ser quem somos.

Jules Michelet

Há apenas duas formas de subir na vida: pelo nosso engenho ou pela estupidez dos outros.

Publicado por: bulimundo | Maio 25, 2015

True Detective // Landscapes.

Publicado por: bulimundo | Maio 25, 2015

A Obrigação da Verdade…ou a verdade da mentira..

Quando olhamos um espelho, pensamos que a imagem à nossa frente é exacta. Mas basta movermo-nos um milímetro para a imagem se alterar. Aquilo que estamos realmente a ver é uma gama infindável de reflexos…….
Estou convencido de que, apesar dos enormes obstáculos existentes, há uma obrigação crucial que recai sobre todos nós enquanto cidadãos: de com uma determinação intelectual inflexível, inabalável e feroz definir a verdade autêntica das nossas vidas e das nossas sociedades. É de facto uma obrigação imperativa.
Se essa determinação não se incorporar na nossa visão política, não tenhamos esperança de restaurar aquilo que já quase se perdeu para nós — a dignidade do homem.

Harold Pinter, in “Discurso de Aceitação do Prémio Nobel”

Publicado por: bulimundo | Maio 25, 2015

Hope…

Publicado por: bulimundo | Maio 18, 2015

Aborrecido de Estudar…

.

Enfastiavam-me as aulas, salvo as de literatura — que aprendia de cor — e tinha nelas um protagonismo único. Aborrecido de estudar, deixava tudo à mercê da boa sorte. Tinha um instinto próprio para pressentir os pontos álgidos de cada matéria e quase adivinhar os que mais interessavam aos professores para não estudar o resto. A realidade é que não entendia por que devia sacrificar engenho e tempo em matérias que não me interessavam e, pela mesma razão, não me iam servir para nada numa vida que não era minha.

Atrevi-me a pensar que a maioria dos meus professores me classificava mais pela minha maneira de ser do que pelos meus exames. Salvavam-me as minhas respostas imprevistas, as minhãs ideias dementes, as minhas invenções irracionais. No entanto, quando acabei o quinto ano, com sobressaltos académicos que não me sentia capaz de superar, tomei consciência dos meus limites. O bacharelato tinha sido até então um caminho empedrado de milagres, mas avisava-me o coração que no final do quinto me esperava uma muralha intransponível. A verdade sem adornos era que me faltava já a vontade, a vocação, a ordem, o dinheiro e a ortografia para embarcar numa carreira académica. Melhor dizendo: os anos voavam e não fazia a mínima ideia do que ia fazer da minha vida, pois havia de passar ainda muito tempo antes de me aperceber de que mesmo esse estado de derrota era propício, porque não há nada deste mundo nem do outro que não seja útil para um escritor.

Gabriel García Marquez, in ‘Viver para Contá-la’

Publicado por: bulimundo | Maio 11, 2015

The Higher Education Bubble ..INTERESSANTE…

Publicado por: bulimundo | Maio 11, 2015

21st Century Education ..

Publicado por: bulimundo | Maio 3, 2015

A New Perspective For Moms..im mothers day…

There’s a lot of pressure being a parent. We want to raise our children the right way, but there is no definitive handbook for every difficult situation and we’re bound to make mistakes along the way. For most of us, we’re our own biggest critic. But what do the people who matter most think? How do our children see us? For Mother’s Day this year, we did an experiment asking moms to describe themselves, and then compared that with what their own kids said about them. It’s amazing what you can see when you look from a different perspective.

Publicado por: bulimundo | Maio 3, 2015

MUNDO SEGUNDO & SAM THE KID “TU NAO SABES” -………

Publicado por: bulimundo | Abril 27, 2015

Centenary of the Armenian Genocide..

Publicado por: bulimundo | Abril 26, 2015

PORTUGAL 1973 -75..OLHARES…

Publicado por: bulimundo | Abril 24, 2015

Oceano Nox…

Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o vôo do pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,

Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente…

Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que idéia gravitais?

Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais…

Antero de Quental, i

Publicado por: bulimundo | Abril 24, 2015

Editors – The Weight..

Publicado por: bulimundo | Abril 20, 2015

vimeo..Ode to my father. Director’s cut…

Publicado por: bulimundo | Abril 20, 2015

“Adeus que me vou embora” – Camané – Odisseia …

Publicado por: bulimundo | Abril 20, 2015

O Mar é Longe, mas Somos Nós o Vento…

O mar é longe, mas somos nós o vento;
e a lembrança que tira, até ser ele,
é doutro e mesmo, é ar da tua boca
onde o silêncio pasce e a noite aceita.
Donde estás, que névoa me perturba
mais que não ver os olhos da manhã
com que tu mesma a vês e te convém?
Cabelos, dedos, sal e a longa pele,
onde se escondem a tua vida os dá;
e é com mãos solenes, fugitivas,
que te recolho viva e me concedo
a hora em que as ondas se confundem
e nada é necessário ao pé do mar.

Pedro Tamen, in “Daniel na Cova dos Leões”

O mar é longe, mas somos nós o vento;
e a lembrança que tira, até ser ele,
é doutro e mesmo, é ar da tua boca
onde o silêncio pasce e a noite aceita.
Donde estás, que névoa me perturba
mais que não ver os olhos da manhã
com que tu mesma a vês e te convém?
Cabelos, dedos, sal e a longa pele,
onde se escondem a tua vida os dá;
e é com mãos solenes, fugitivas,
que te recolho viva e me concedo
a hora em que as ondas se confundem
e nada é necessário ao pé do mar.

Pedro Tamen, in “Daniel na Cova dos Leões”

Publicado por: bulimundo | Abril 13, 2015

People without any blue sky….

Publicado por: bulimundo | Abril 13, 2015

Clouds around us….Vimeo….

Publicado por: bulimundo | Abril 13, 2015

Buliolhares…THE BLUE SKY WITH A WHITE CLOUD SURROUNDING BY…

The Cloud..


   I bring fresh showers for the thirsting flowers,
         From the seas and the streams;
I bear light shade for the leaves when laid
         In their noonday dreams.
From my wings are shaken the dews that waken
         The sweet buds every one,
When rocked to rest on their mother’s breast,
         As she dances about the sun.
I wield the flail of the lashing hail,
         And whiten the green plains under,
And then again I dissolve it in rain,
         And laugh as I pass in thunder.
   I sift the snow on the mountains below,
         And their great pines groan aghast;
And all the night ’tis my pillow white,
         While I sleep in the arms of the blast.
Sublime on the towers of my skiey bowers,
         Lightning my pilot sits;
In a cavern under is fettered the thunder,
         It struggles and howls at fits;
Over earth and ocean, with gentle motion,
         This pilot is guiding me,
Lured by the love of the genii that move
         In the depths of the purple sea;
Over the rills, and the crags, and the hills,
         Over the lakes and the plains,
Wherever he dream, under mountain or stream,
         The Spirit he loves remains;
And I all the while bask in Heaven’s blue smile,
         Whilst he is dissolving in rains.
   The sanguine Sunrise, with his meteor eyes,
         And his burning plumes outspread,
Leaps on the back of my sailing rack,
         When the morning star shines dead;
As on the jag of a mountain crag,
         Which an earthquake rocks and swings,
An eagle alit one moment may sit
         In the light of its golden wings.
And when Sunset may breathe, from the lit sea beneath,
         Its ardours of rest and of love,
And the crimson pall of eve may fall
         From the depth of Heaven above,
With wings folded I rest, on mine aëry nest,
         As still as a brooding dove.
   That orbèd maiden with white fire laden,
         Whom mortals call the Moon,
Glides glimmering o’er my fleece-like floor,
         By the midnight breezes strewn;
And wherever the beat of her unseen feet,
         Which only the angels hear,
May have broken the woof of my tent’s thin roof,
         The stars peep behind her and peer;
And I laugh to see them whirl and flee,
         Like a swarm of golden bees,
When I widen the rent in my wind-built tent,
         Till calm the rivers, lakes, and seas,
Like strips of the sky fallen through me on high,
         Are each paved with the moon and these.
   I bind the Sun’s throne with a burning zone,
         And the Moon’s with a girdle of pearl;
The volcanoes are dim, and the stars reel and swim,
         When the whirlwinds my banner unfurl.
From cape to cape, with a bridge-like shape,
         Over a torrent sea,
Sunbeam-proof, I hang like a roof,
         The mountains its columns be.
The triumphal arch through which I march
         With hurricane, fire, and snow,
When the Powers of the air are chained to my chair,
         Is the million-coloured bow;
The sphere-fire above its soft colours wove,
         While the moist Earth was laughing below.
   I am the daughter of Earth and Water,
         And the nursling of the Sky;
I pass through the pores of the ocean and shores;
         I change, but I cannot die.
For after the rain when with never a stain
         The pavilion of Heaven is bare,
And the winds and sunbeams with their convex gleams
         Build up the blue dome of air,
I silently laugh at my own cenotaph,
         And out of the caverns of rain,
Like a child from the womb, like a ghost from the tomb,
         I arise and unbuild it again.


By Percy Bysshe Shelley

Publicado por: bulimundo | Abril 13, 2015

U2 HD The Edge “Running To Stand Still Acoustic Version 2015

Publicado por: bulimundo | Abril 9, 2015

O mundo segundo Sebastião Salgado.,…

FAVOR CLICAR NA IMAGEM…

Publicado por: bulimundo | Abril 9, 2015

Frase do resto dos meus dias..

“Temos tanta pressa de fazer algo, escrever, amontoar bens e deixar ouvir a nossa voz no silêncio enganador da eternidade que esquecemos a única coisa em relação à qual as outras não são mais do que meras partes: viver.”

Robert-Louis Stevenson

Publicado por: bulimundo | Abril 9, 2015

Sebastião Salgado ..O Sal da Terra…

Publicado por: bulimundo | Março 26, 2015

SPRINGTIME….

Estou tonto,
Tonto de tanto dormir ou de tanto pensar,
Ou de ambas as coisas.
O que sei é que estou tonto
E não sei bem se me devo levantar da cadeira
Ou como me levantar dela.
Fiquemos nisto: estou tonto.

Afinal
Que vida fiz eu da vida?
Nada.
Tudo interstícios,
Tudo aproximações,
Tudo função do irregular e do absurdo,
Tudo nada.
É por isso que estou tonto …

Agora
Todas as manhãs me levanto
Tonto …

Sim, verdadeiramente tonto…
Sem saber em mim e meu nome,
Sem saber onde estou,
Sem saber o que fui,
Sem saber nada.

Mas se isto é assim, é assim.
Deixo-me estar na cadeira,
Estou tonto.
Bem, estou tonto.
Fico sentado
E tonto,
Sim, tonto,
Tonto…
Tonto.

Álvaro de Campos, in “Poemas”

Publicado por: bulimundo | Março 26, 2015

LIFE..é uma corrida…constante..

Publicado por: bulimundo | Março 26, 2015

Iggy Pop – Home …

E é nisto que eu acredito: que a mente livre e criativa do homem individual é a coisa mais valiosa no mundo. E é por isto que eu estou disposto a lutar: pela liberdade da mente tomar qualquer direcção que queira, sem direcção. E é contra isto que eu vou lutar com todas as minhas forças: qualquer religião, qualquer governo que limite ou destrua o indivíduo. É isto que eu sou e é esta a minha causa. Posso até compreender que um sistema baseado num padrão tenha que destruir a mente livre, pois esta é a única coisa que pode inspeccionar e destruir um sistema deste tipo. Concerteza que compreendo, mas lutarei contra isso por forma a preservar a única coisa que nos separa das restantes espécies. Pois se a mente livre for morta, estaremos perdidos.

John Steinbeck, in ‘A Leste do Paraíso’

Publicado por: bulimundo | Março 1, 2015

Pensamentos múltiplos…

A democracia exige uma genuína discussão pública de ideias. Isso só é possível se formos todos um pouco ateus perante as nossas próprias convicções. Chama-se a isso abertura de espírito: a capacidade para avaliar imparcialmente e com boa vontade todas as ideias, por mais ofensivas ou insuportáveis que nos pareçam. Sem isso, a democracia é uma miragem porque o fundamento da sua estrutura decisória não funciona.

Desidério Murcho

Há quem pense que a mentira é reservada às ditaduras. Sem imprensa livre, escrutínio parlamentar ou oposição legal, qualquer ditador mente quanto e quando lhe apetece. Isso é verdade. Com a democracia, tudo seria diferente. A liberdade de expressão e a imprensa seriam suficientes para conter a mentira. O Parlamento, os partidos e as associações de interesses obrigariam os governos a dizer a verdade. As eleições seriam um correctivo para os políticos mentirosos: exigentes, os eleitores castigá-los-iam. Infelizmente, nada disto é verdade. A democracia vive hoje da mentira. Sob todas as suas formas: ocultação, contradição, correcção, circunstância superveniente ou melhor ponderação. A política tem regras parecidas com as que vigoram no futebol, nalguns negócios e na guerra: o único critério importante é ganhar. Só são condenados os que mentem e perdem. Os que mentem e ganham são respeitados.

António Barreto

A democracia sempre geriu mal o desespero. Acaba a produzir bolhas de ar para tempos de excepção. E mais facilmente o povo perdoa o que possa não ter resultado até agora do que a sobranceria e a teimosia políticas de persistir em tudo – no bom, mas também no mau – até ao fim.
Nuno Brederode dos Santos
Publicado por: bulimundo | Março 1, 2015

Interpol – Everything Is Wrong…in Europe…

Publicado por: bulimundo | Fevereiro 25, 2015

Mazzy Star – live 1994 – pro-shot VIDEO, 5-song set complete ..

Publicado por: bulimundo | Fevereiro 24, 2015

Hearing Tarantino….fabuloso….

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