Publicado por: bulimundo | Outubro 16, 2017

Agnes Obel – Fuel To Fire

 

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Publicado por: bulimundo | Outubro 9, 2017

Beirut – Scenic World..cada vez mais o é…

Publicado por: bulimundo | Outubro 9, 2017

O Homem Certo..procura-se incessantemente…

 

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Hoje, numa época em que se misturam todos os discursos, em que profetas e charlatães usam as mesmas fórmulas com mínimas diferenças, cujo percurso nenhum homem ocupado tem tempo de seguir, num tempo em que as redacções dos jornais são constantemente incomodadas por gente que acha que é um génio, é muito difícil ajuizar do valor de um homem ou de uma ideia. Temos de nos deixar guiar pelo ouvido para podermos perceber se os rumores, os sussurros e o raspar de pés diante da porta da redacção são suficientemente fortes para poderem ser admitidos como voz da polis. A partir desse momento, porém, o génio passa a outra condição. Deixa de ser matéria fútil da crítica literária ou teatral, cujas contradições os leitores que qualquer jornal deseja ter levam tão pouco a sério como a tagarelice de uma criança, para aceder ao estatuto de factos concretos, com todas as consequências que isso tem.
Certos fanáticos insensatos ignoram a necessidade desesperada de idealismo que se esconde por detrás de tal situação. O mundo dos que escrevem porque têm de escrever está cheio de grandes palavras e conceitos que perderam a substância. Os atributos dos grandes homens e das grandes causas sobrevivem ao que quer que seja que lhes deu origem, e é por isso que sobram sempre muitos atributos. Foram criados um dia por algum homem importante para outro homem importante, mas esses homens há muito que morreram, e os conceitos que lhes sobreviveram têm de ser utilizados. Por isso andamos sempre à procura do homem certo para um determinado adjectivo. A «portentosa plenitude» de Shakespeare, a «universalidade» de Goethe, a «profundidade psicológica» de Dostoievski e muitas outras imagens que uma longa tradição literária deixou atrás de si andam às centenas nas cabeças dos que escrevem, e essa sobrelotação de reservas leva-os a dizer hoje que um estratega do ténis é «insondável» ou um poeta em moda «grandioso». É compreensível que se sintam gratos quando conseguem aplicar sem desperdício a sua reserva de palavras. Mas terá sempre de se tratar de um homem cuja importância já é um facto aceite, de maneira a que se compreenda como as palavras se ajustam bem a ele, ainda que não se diga exactamente a que qualidades. (…) «Uma parte significativa da importância de um homem reside na sua capacidade de se fazer compreender pelos seus contemporâneos».

Robert Musil, in ‘O Homem sem Qualidades’

 

Publicado por: bulimundo | Setembro 18, 2017

Bauhaus – All We Ever Wanted Was Everything….human…

Publicado por: bulimundo | Setembro 18, 2017

Time lapse stormscapes and landscapes in paris texas…

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Publicado por: bulimundo | Setembro 18, 2017

Egon Schiele and wim wenders….

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Ler Mais…

Publicado por: bulimundo | Setembro 18, 2017

O tédio…o fastio….

Porque o que mais custa a suportar não é a derrota ou o triunfo, mas o tédio, o fastio, o cansaço, o desencorajamento. Vencer ou ser vencido não é um limite. O limite é estar farto.
Vergílio Ferreira

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Publicado por: bulimundo | Julho 17, 2017

Os Loucos…..insanos…

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Há vários tipos de louco.

O hitleriano, que barafusta.
O solícito, que dirige o trânsito.
O maníaco fala-só.

O idiota que se baba,
explicado pelo psiquiatra gago.
O legatário de outros,
o que nos governa.

O depressivo que salva
o mundo. Aqueles que o destroem.

E há sempre um
(o mais intratável) que não desiste
e escreve versos.

Não gosto destes loucos.
(Torturados pela escuridão, pela morte?)
Gosto desta velha senhora
que ri, manso, pela rua, de felicidade.

António Osório, in ‘A Ignorância da Morte’

Publicado por: bulimundo | Julho 17, 2017

Cocteau Twins & This Mortal Coil – Gathering Dust…

Publicado por: bulimundo | Julho 13, 2017

Bauhaus – All We Ever Wanted Was Everything ….

 

 

Publicado por: bulimundo | Julho 13, 2017

Muita Cagança…

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Todos nós damos vontade de rir. Somos uns pobres diabos. Usando um termo grosseiro: muita cagança, muita cagança e para quê? Somos pequeníssimos. Não é que uma pessoa tenha que aceitar a sua pequenez, mas parece-me bastante triste a vaidade, a presunção, o orgulho, tudo isso com que pretendemos ou queremos mostrar que somos mais do que efectivamente somos. Não será caricato ou ridículo, mas bastante triste.

José Saramago, in ‘Jornal de Letras, Artes e Ideias (2008)’

 

Publicado por: bulimundo | Julho 4, 2017

Prelude to a Revolution…

 

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We go to prison windows and pass cigarettes, tangerines
and iodine through the bars. Anything we think
could heal a man. Assassins kiss our fingers.
Mercenaries sing us songs about unbroken light
as we mend their shirts. The bilingual murderers recite
lamentations in one tongue, and in another, young myths.
We fold and unfold our shawls, and the men squint
into the sunlight, dumb with hope. Some days they confuse
the walls of their cage with their skin. Some days,
the sky. They see their deaths in the sweat darkening
our dresses. To sweeten the hours we share scandals
from the city, how curators removed an elephant’s heart
from the museum because it began beating when anyone
in love looked at it, how the coroner found minnows
swimming in a drowned girl’s lungs. They ask if it’s true,
if slaves are chained together on ships to prevent suicide.
We say they’ll never be free. They warn us one night soon
the judge will wake to find his bed alive with wasps,
while across town the night watchman will stare stunned
at the moths circling before he realizes he’s on fire

 

Publicado por: bulimundo | Julho 4, 2017

Depeche Mode – Where’s the Revolution ..boa questão….

 

 

Publicado por: bulimundo | Junho 23, 2017

Forest Fire..

Publicado por: bulimundo | Junho 23, 2017

Karl X Johan – Flames (dir. cut)..

 

 

Publicado por: bulimundo | Junho 23, 2017

Fabuloso…Tomorrow’s Flames Are Already Burning

Publicado por: bulimundo | Junho 13, 2017

Art and twin peaks…

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Publicado por: bulimundo | Junho 13, 2017

Reviver o passado através do twin peaks..

 

 

 

 

 

Publicado por: bulimundo | Junho 7, 2017

A cidade branca de 1983-Alain Tanner..

 

Filme completo..

Publicado por: bulimundo | Junho 7, 2017

Lisboa com suas casas de várias cores, …

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pintura de Maluda

Lisboa

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores…
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar. Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.

Álvaro de Campos, in “Poemas”
Heterónimo de Fernando Pessoa

Publicado por: bulimundo | Junho 7, 2017

Uma outra Lisboa…em 1950…..

 

 

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Pode enganar-se a vida muito tempo, mas ela acaba sempre por fazer de nós aquilo para que somos feitos. Todos os velhos são um testemunho, vá, e se tantas velhices são vazias, é porque outros tantos homens o eram e o escondiam. Mas mesmo isto não tem importância. Era preciso que os homens pudessem saber que não há real, que existem mundos de contemplação… com ou sem ópio… em que tudo é vão…
– Onde se contempla o quê?
– Talvez nada mais que esta vaidade… É muito.

André Malraux, in ‘A Condição Humana’

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Publicado por: bulimundo | Maio 21, 2017

Nirvana – Old Age (Legendado) ..

 

 

Publicado por: bulimundo | Maio 21, 2017

Frases sobre a juventude….

Ser novo é não ser velho. Ser velho é ter opiniões. Ser novo é não querer saber de opiniões para nada. Ser novo é deixar os outros ir em paz para o Diabo com as opiniões que têm, boas ou más — boas ou más, que a gente nunca sabe com quais é que vai para o Diabo.

Álvaro de Campos

A juventude é uma das condições mais arrogantes que se pode experimentar. Isto porque, actualmente, faz parte da própria noção de juventude não perceber a sua extrema transitoriedade. Todos nos dirigimos para a velhice.

José Luís Peixoto

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Sente-se uma insatisfação, sobretudo dos jovens, perante um mundo que já não oferece nada, só vende!

José Saramago

 

Publicado por: bulimundo | Maio 21, 2017

De cabeça erguida …filme tocante…

 

 

 

Publicado por: bulimundo | Abril 26, 2017

The Cats Will Know…

Rain will fall again
on your smooth pavement,
a light rain like
a breath or a step.
The breeze and the dawn
will flourish again
when you return,
as if beneath your step.
Between flowers and sills
the cats will know.
There will be other days,
there will be other voices.
You will smile alone.
The cats will know.
You will hear words
old and spent and useless
like costumes left over
from yesterday’s parties.
You too will make gestures.
You’ll answer with words—
face of springtime,
you too will make gestures.
The cats will know,
face of springtime;
and the light rain
and the hyacinth dawn
that wrench the heart of him
who hopes no more for you—
they are the sad smile
you smile by yourself.
There will be other days,
other voices and renewals.
Face of springtime,
we will suffer at daybreak.
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Publicado por: bulimundo | Abril 26, 2017

LA CHICA / Be able..fantástico…

Publicado por: bulimundo | Março 29, 2017

INFÂNCIA…A IDADE DE OURO….

 

 

 

Infância

Passa lento o tempo da escola e a sua angústia
com esperas, com infinitas e monótonas matérias.
Oh solidão, oh perda de tempo tão pesada…
E então, à saída, as ruas cintilam e ressoam
e nas praças as fontes jorram,
e nos jardins é tão vasto o mundo —.
E atravessar tudo isto em calções,
diferente de como os outros vão e foram —:
Oh tempo estranho, oh perda de tempo,
oh solidão.

E olhar tudo isto à distância:
homens e mulheres; homens, homens, mulheres
e crianças, tão diferentes e coloridas —;
e então uma casa, e de vez em quando um cão
e o medo surdo trocando-se pela confiança:
Oh tristeza sem sentido, oh sonho, oh medo,
Oh infindável abismo.

E então jogar: à bola e ao arco,
num jardim que manso se desvanece
e por vezes tropeçar nos crescidos,
cego e embrutecido na pressa de correr e agarrar,
mas ao entardecer, com pequenos passos tímidos,
voltar silencioso a casa, a mão agarrada com força —:
Oh compreensão cada vez mais fugaz,
Oh angústia, oh fardo!

E longas horas, junto ao grande tanque cinzento,
ajoelhar-se com um barquinho à vela;
esquecê-lo, porque com iguais
e mais lindas velas outros ainda percorrem os círculos,
e ter de pensar no pequeno rosto
pálido que no tanque parecia afogar-se — :
oh infância, oh fugazes semelhanças.
Para onde? Para onde?

Rainer Maria Rilke, in “O Livro das Imagens

 

 

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Publicado por: bulimundo | Março 29, 2017

KUBRICK / TARKOVSKY …

 

 

Publicado por: bulimundo | Março 29, 2017

O retrato desta Europa aqui..shame…

 

 

Publicado por: bulimundo | Março 29, 2017

Jennifer she said – Lloyd Cole and the Commotions …

 

 

Publicado por: bulimundo | Março 8, 2017

Women….

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Women
Women                                 Or they
   should be                              should be
      pedestals                              little horses
         moving                                 those wooden
            pedestals                              sweet
               moving                                 oldfashioned
                  to the                                    painted
                     motions                                 rocking
                        of men                                  horses
                        the gladdest things in the toyroom
                           The                                       feelingly
                        pegs                                     and then
                     of their                                 unfeelingly
                  ears                                     To be
               so familiar                            joyfully
            and dear                               ridden
         to the trusting                      rockingly
      fists                                    ridden until
   To be chafed                        the restored
egos dismount and the legs stride away
Immobile                            willing
   sweetlipped                         to be set
      sturdy                                 into motion
         and smiling                         Women
            women                                 should be
               should always                        pedestals
                  be waiting                              to men

 

 

 

Publicado por: bulimundo | Março 8, 2017

Woman ,s day….

 

 

 

Publicado por: bulimundo | Fevereiro 24, 2017

Amazing….VISIONS OFF HOPPER…

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O silêncio não existe porque é o constante rumor de uma inexistência. O que se ouve, para além do movimento da cidade, é o monótono murmúrio do nada. Apenas sombra de nada, quem nele procura um apelo ou uma resposta não os encontra ou encontra um sinal negativo. Nada diz esse murmúrio nulo, que é o eco inalterável do vazio do mundo, mas quem o ouve sente a radicalidade da sua negação como se a cada momento nos dissesse: Não há.

António Ramos Rosa, in ‘Relâmpago de Nada’

 

 

Publicado por: bulimundo | Fevereiro 24, 2017

New Order – Your Silent Face [Live in Glasgow] …

 

 

Publicado por: bulimundo | Fevereiro 24, 2017

the silence…

 

 

 

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